Serve-se um olhar mundano e libertino. Serve-se uma arrogância sonhadora e juvenil. Serve-se uma ironia coerente e um humor valorativo. Serve-se tradição e modernidade. Serve-se na condição humana, Brinda-se com a casmurrice pessoal!

18
Fev 09

Celebrado mais um aniversário recentemente, detenho-me nesta reflexão:

 

Para além das diferentes etapas e responsabilidades naturais é claro, a grande diferença entre a nossa infância e adolescência deixada para trás, e a vida adulta que a passos largos nos apanha, é a selectividade do tempo.

 

Quando crianças e jovens na flor da adolescência, pensamos que temos tempo para tudo, queremos e conseguimos fazer tudo. Ouvir toda a música possível, ler todos os livros imagináveis, estar com todos os nossos amigos, visualizar todos os filmes de que ouvimos falar bem, correr todos os locais com que sonhamos ou a que desejamos ir.

Quando crescemos, percebemos que a vida corre muito mais depressa do que um rio da sua nascente à foz, e somos obrigados a uma selecção natural em função do tempo que temos.

 

publicado por Casmurro às 11:27

05
Fev 09

Porque, por defeito ou feitio, duvido casmurramente várias vezes no meu dia-a-dia, adorei ler hoje esta pequena expressão do realizador John Patrick Shanley no contexto do seu mais recente filme, sobre o acto de duvidar:

 

“De sinal de sabedoria, passou a ser considerado um sintoma de fraqueza”

 

publicado por Casmurro às 10:31
música: dúvida, john patrick shanley, teimosia

22
Jan 09

Tal como o resto do mundo, também os meus olhos e esperança se concentraram naquele político negro que trata as palavras com a mestria e delicadeza de um músico que toca um instrumento de cordas.

 

O patriotismo elogiado daqueles dezoito minutos, bem como dos dois anos que ficaram para trás, deixa-nos transtornados tal a inveja que nos cria pela América. América nome pessoal. América que se quer reerguida. América que se quer dialogante. América ponto.

 

Mais do que a tamanha crise em mãos. Mais do que a moral e orgulho de um povo por terra deixado e maltratado. Mais do que a situação geopolítica internacional. Mais do que qualquer outro problema, o maior desafio de Obama será conseguir corresponder às expectativas de todo o globo azul que carrega às suas costas, tal a fé em si depositada.

 

Não duvido das suas intenções. Não duvido das suas capacidades. Não duvido dos seus valores, no amor pela família e pelos outros sustentados. Duvido, sim, do titânico e infernal peso das expectativas globais.

 

Espero, sinceramente, que o tempo venha a revelá-las não só correspondidas, mas também ultrapassadas.

 

Por outro lado, não tenho dúvidas que a história contemporânea relembrará Bush de uma forma muito mais positiva e agradecida, do que aquela que hoje não conseguimos ter.

 

Os seus erros foram muitos. Graves. Catastróficos. Mas, para mim, o maior erro de todos foi julgá-lo burro. Se há coisa que Bush, de uma família de elevada educação e tradição americana, não é, é estúpido. Pelo contrário. Bush é deveras inteligente, e foi-o na forma como se dirigiu ao americano comum: rebaixando-se e ridicularizando-se a si próprio.

 

Por isso, partilho de certa forma, nunca o absolvendo das atrocidades resultantes das más decisões tomadas, mas partilho do sentimento de compaixão por Bush que João Pereira Coutinho bem deu forma no segmento “Purgatório” da sua crónica na revista Única de 17/01/2009:

 

“Tenho uma certa compaixão por Bush. Dificilmente encontro político contemporâneo mais trágico, no verdadeiro sentido da palavra “tragédia”: alguém que vê a contingência a desabar sobre a sua cabeça atordoada e imponente. Em 2001, o homem entrava na Casa Branca com uma agenda simpática (um “conservador passivo”, lembram-se?) e uma política internacional quase isolacionista, depois das aventuras de Clinton. Coitado. Mal ele sabia que o 11 de Setembro vinha a caminho. E o Afeganistão. E o Iraque. E uma crise económica e financeira como não se via há décadas.(…) Perante tudo isto, o mundo não perdeu tempo e desatou a culpar a personagem pela violência do acaso. Faz parte do pensamento primitivo atribuir as desgraças terrenas aos caprichos das divindades. Lévi-Strauss explica. O que ninguém explica é se teria sido possível fazer diferente, ou melhor: antecipar o 11 de Setembro; não atacar o Iraque, quando toda a gente acreditava no perigo de Saddam; e, já agora, evitar a loucura geral de consumidores e banqueiros, uma febre que começou com Clinton. Na próxima terça-feira, o mundo despede-se de Bush. Com um suspiro de alívio. Mas o mundo não se iluda. Os problemas não começaram com Bush e não terminarão com Bush. É por isso que, na hora do adeus, eu acredito que o maior suspiro será o dele”.

 

publicado por Casmurro às 21:54

20
Jan 09

A ausência foi longa. O regresso, porém, espera-se maior e mais regular.

 

Por vezes apetece dizer tanto. Não parar de escrever ou de falar. Confesso ser este um meu vício/tentação. Não a parte oral. Prezo demasiado, em determinadas situações, o meu silêncio, ou o silêncio momentâneo a dois que não é desconfortável mas sinónimo de confiança e complementaridade. Sim, antes, a parte escrita.

 

Às vezes apetece escrever tudo o que nos sai encarrilado, somente com o objectivo de embelezar.

 

Escreveu, a certa altura da sua crónica semanal na revista Única de 03/01/2009, Inês Pedrosa que:

 

"Os bem-falantes não são os que mais dizem, mas os que criam, através de um discurso envolvente e mistificador - sem cuidar dessa frioleira intelectual que é a realidade - uma ilusão de proximidade com as pessoas".

 

Esta é uma das lições que tenho sentido mais fortemente na minha experiência profissional actual. Apetece-me dizer mais, apetece-me, principalmente, escrever mais e melhor, adornar para cativar e ser reconhecido. Mas não é assim que chego, na maior parte das vezes, a essa relação de proximidade com os outros.

 

É evidente que esta envolvência depende sempre do público-alvo.

 

Mas fica um desafio pessoal para este ano. Através da escrita (e da fala) criar uma maior envolvência e mistificação nessa ilusão de proximidade com os outros. Tome este desafio as formas e contornos que tomar, cá estarei casmurramente para o enfrentar com atitude.

 

publicado por Casmurro às 21:33

26
Nov 08

Porque continuo apaixonado pela cidade das sete colinas que me viu nascer, pela cidade à beira Tejo plantada que me viu crescer, pela cidade dos velhos, tradicionais e sadios bairros antigos onde me formei, pela cidade moderna onde inicio a minha vida profissional, pela cidade cada vez mais erudita, cultural e pluralista, a cujas raízes gosto sempre de voltar esporadicamente, desperta-me sempre a curiosidade e a atenção o que se passa “na minha” cidade, a admiração pelo seu passado, e o debate em torno do seu futuro.

 

Por isso, lia no outro dia numa entrevista ao Expresso, algumas respostas de Paula Teixeira da Cruz, Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa e, admito, personalidade política da qual não tenho grande conhecimento pelo seu historial, mas que a certa altura respondeu a “questões alfacinhas fundamentais”, com, ao que me pareceu, grande discernimento e alguma assertividade:

 

“- Diria que Lisboa, mais do que um caso de política, é um caso de polícia?

- Eu diria que Lisboa é em grande parte um caso de polícia. Claramente.

 

- Quais são as cinco prioridades para um projecto vencedor em Lisboa?

- A primeira é o planeamento da cidade. Situações como o prédio do Largo do Rato ou a Quinta do Cabrinha, que inunda porque está em leito de cheias, só são possíveis porque não temos a cidade planificada. E isso não é assim por acaso – é assim porque isso permite decidir casuisticamente. Segunda prioridade: reestruturar a CML. Há uma cultura de arbitrariedade, de blocos de interesses, de falta de regras. Há serviços com funções duplicadas, muitas vezes triplicadas. È fulcral mudar a estrutura toda da CML. Sem isso não se consegue fazer nada. Terceira prioridade: montar uma rede social com as juntas de freguesias. Quarta: fazer o levantamento urgente da situação social de Lisboa, porque temos uma população a envelhecer, com situações de pobreza que se estão a agravar. Por fim, mobilidade e transportes públicos, porque não faz sentido que Lisboa não tenha os instrumentos de que necessita em termos de mobilidade. Acrescento outra questão: a recuperação da frente ribeirinha. É inadmissível que o Governo faça da frente ribeirinha o que bem entende.”

 

É certo que “falar” é fácil. Ter boas ideias já é mais difícil. E remar contra os interesses e dificuldades financeiras da sociedade actual, tendo a coragem de tomar as decisões certas, ainda mais complicado é. Mas todo o processo recto precisa de um início. E é sempre preferível quando a génese é positiva e de salutar para esta cidade milenar.

 

publicado por Casmurro às 23:43

20
Nov 08

Maradona foi um génio. No verdadeiro sentido do termo. Brilhante no que fazia, muito à frente do seu tempo como qualquer génio que se preze, e uma figura ora idolatrada por muitos, ora odiada por ainda mais (um pouco o meu caso este último), característica esta também ela peculiar e inerente à figura de um génio.  

 

No entanto, é impossível não se lhe reconhecer talento e genialidade naquilo em que nasceu para fazer, no seu caso concreto, o futebol.

 

Diego Maradona, actual e novo seleccionador argentino tem uma característica que o define muito bem: fala muito, ao desbarato, e poucas são as vezes em que diz coisas acertadas.

 

Porém, neste dia de orgulho e vaidade por este meu tradicional espaço ter sido destaque no Sapo, cito, humildemente, uma das suas frases de maior interesse para mim. Disse o próprio sobre os tratamentos de desintoxicação de drogas em 2004:

 

“Lá na clínica, há um tipo que diz que é o Napoleão e outro que pensa que é o São Martinho. Quando eu digo que sou o Maradona, eles não acreditam”.

 

É bastante reconfortante sermos reconhecidos pelo que damos de nós, sendo um blog uma forma cada vez mais expressiva e de maior dimensão para o fazer. Mas é, para mim, mais importante ainda, permanecer fiel a essa minha identidade, conhecimento, pensamento e expressão. Crescendo, aprendento e debatendo com os contributos e presenças de todos os outros.

 

Obrigado a todos os que "param, se encostam à beira, e entram para conhecer esta Estalagem, no meio da atribulada, serpenteante e surpreendente estrada" que é a vida.

 

publicado por Casmurro às 23:26

18
Nov 08

Acredito em mim. No meu valor e no meu potencial para os outros e para o mundo. Temos sempre algo importante a dar de nós a cada situação ou pessoa que nos confronta e desafia.

 

Por vezes, o contexto ou o momento pode não ser o ideal, o apropriado e oportuno, ou mesmo o que desejávamos que fosse para nos ver explodir.

 

Por isso defendo a importância de nos conhecermos bem a nós próprios, sermos os primeiros a reconhecer as nossas fraquezas e limitações, procurando sempre, com humildade e inteligência, superar os obstáculos diários do nosso trilho de vida, e almejar sempre aquilo que desejamos e nos preenche verdadeiramente.

 

Assim, gosto por vezes de, segundo esta perspectiva, me sentir uma erva daninha. Não a mais bela das ervas em alguns momentos, mas que aprende e cresce, vive e desfruta, para mais tarde, quando as suas virtudes forem plenamente descobertas e conhecidas, me sentir preparado e confiante para a "mutação social (nunca individual, consequência desse conhecimento e fé pessoal) para cisne".

 

Por isso, esta é uma das minhas frases pessoais favoritas:

 

"O que é uma erva daninha? Uma planta cujas virtudes ainda não foram descobertas." - Ralph Waldo Emerson

 

publicado por Casmurro às 22:31

13
Nov 08

Nos últimos anos o meu contacto, apetite, crítica e paixão pela sétima arte cresceu de uma forma titânica. Principalmente durante os meus anos de faculdade, fruto de amizades com tal gosto comum, e espólio diferenciado, o que acabou por promover uma maior circulação desta cultura, e um maior debate, visionamento e interacção.

 

Nos últimos tempos porém, os momentos dedicados ao cinema, ou ao visionamento de filmes em casa, não têm sido muitos. Mas a paixão, é claro, não se esvanece tão levemente, e por isso, sirvo hoje aqui na estalagem uma frase que descobri e saboreei:

 

“O cinema é mais do que uma arte do século XX. É uma outra parte do espírito do século XX. É o mundo visto por dentro” – Don Delillo

 

Evidentemente que a primeira parte desta afirmação nos remete para toda uma interminável discussão sobre a importância do cinema ao longo da história, mais concretamente no século passado. Melhor, sobre o peso e influência que esta arte teve em momentos históricos do século passado tão decisivos no curso da humanidade.

 

Hoje apetece-me apenas reter e remastigar casmurramente a outra parte: O cinema é o mundo visto por dentro!...

 

publicado por Casmurro às 11:01

09
Nov 08

Porque gosto muito de dormir, e porque, posta a preguiça de lado a vida nos reserva muitas surpresas bem agradáveis, dignas dos nossos melhores sonhos, reti esta frase no dia de hoje, e deixei-a aqui pela estalagem em mais um início de semana:

 

"A verdade é que nunca me deito... Para quê perder tempo a sonhar se a vida real é muito melhor?"

 

Não dispenso os meus sonhos. Fazem parte de mim, da minha identidade pessoal, metamorfoseiam o que desejo e ambiciono, e reflectem os meus desejos mais recônditos que às vezes nem nós próprios conseguimos decifrar. Mas é reconfortante sonhar por sua vez que a realidade pode ser bem melhor que os nossos sonhos.

 

publicado por Casmurro às 22:50

03
Nov 08

 

 

 

 

É deveras curiosamente paradoxal, aperceber-me da atenção, interesse, procura de informação, e estudo dispendidos com a actual (in)decisão e campanha eleitoral americana, como nunca antes o havia feito em anterior ciclo democrático daquele país, numa altura de condenação social à gradual perda de peso, importância e influência da política e da economia americana, com a qual, desde logo, não concordo.

            Apercebo-me também aos poucos que esta maior preocupação e meditação incide não apenas neste fenómeno americano de escolha para a Casa Branca de entre dois bons candidatos, pelos quais vou tendo maior respeito à sua inteligência à medida que lhes conheço o seu passado e onde querem estar no futuro, mas também a um nível geral, pela teoria, pensamento, ética e comunicação política.

            Será que é um assunto que assalta de surpresa os homens com a idade?..

 

publicado por Casmurro às 11:09

20
Out 08

Numa altura em que graças aos meus afazeres profissionais vou obtendo e desfrutando de um maior contacto com o mundo televisivo, a publicidade é, em toda o seu processo de construção, objectivo de promoção, factor de extensão e incremento das receitas, um objecto de estudo interessante na medida em que por vezes pode se revestir de um maior carácter pedagógico e ético.

 

Atravessamos um momento histórico e crucial na história da Humanidade, que marcará não apenas o resto da nossa vida, como também a das gerações seguintes. Desde a crise financeira fruto de uma crescente falta de confiança nas entidades bancárias, ao pânico dessa crise se expandir meramente do contexto financeiro para o nível económico afectando os crescimentos e sustentos nacionais, aos momentos actuais de crise e de decisão política angulares a nível nacional ou continental com impacto mundial, etc.

 

Mais do que ousar vos apresentar um retrato da realidade em que vivemos, e à qual muitas vezes aparentamos não estar inseridos mas apenas a ela assistir todos os dias através dos meios de comunicação de excelência para cada um, trago-vos um interessante foco de atenção, inserido nas importantes e mediáticas eleições norte-americanas.

 

Há quatro anos atrás, o conhecido actor Leonardo DiCaprio tinha já estado envolvido na campanha de mobilização do eleitorado americano “Rock the Vote.” Agora, através da sua produtora Appian Way, aparece novamente envolvido num novo spot focado no apelo ao voto dos mais jovens nas eminentes eleições americanas. Reúnem-se a ele um notável rol de artistas da televisão e do cinema dos EUA, desde Jennifer Aniston, Halle Berry, Jamie Fox, Dustin Hoffman, Eva Longoria, Natalie Portman, Sarah Silverman, Forest Whitaker, entre muitos outros.

 

Estamos perante um exemplo de uma ironia paradoxal, onde assistimos a todo um desenrolar de contexto narrativo com base numa premissa que infelizmente muitas vezes já não está presente no cinema ou na televisão contemporânea: o respeito pela inteligência do espectador. Começam todos por pedir ao espectador para não votar, entrando progressivamente num processo de interrogação sobre as consequências políticas, económicas, sociais e naturais de tudo o que está em jogo na eleição de um novo governo americano. Não será afinal fundamental votar?

 

 Um belo exemplo dessa suposta pedagogia ética mediática, servido aqui na Estalagem:

 


 

publicado por Casmurro às 14:13

05
Out 08

 

Há dias em que acordamos e, dadas as circunstâncias da vida e a incompatibilidade momentânea entre aquilo que desejamos e o que realmente nos acontece, nos apetece ficar inertes, resignados, sonhadores mas desistentes. Depois, num pequeno laivo de vida, levantamo-nos e encaramos mais um dia com a esperança de que tudo isso irá mudar ao mais pequeno sinal de brisa suave, murmurando à mesma tudo aquilo que, cegos, estamos convencidos que nos irá preencher e transformar.

 

No meio desta reflexão, lembrei-me e associei-lhe um anúncio de televisão...

 

No mundo das auto-promoções televisivas cativam-me particularmente as do canal Fox:Next. A combinação entre fantásticas imagens de grandes filmes ou séries, as músicas escolhidas a dedo, e, principalmente, as muito conseguidas frases em voz-off que lhes são coladas.

 

Assim, nesta genética infelicidade humana, e porque viver é mesmo isto, deixo aqui na estalagem o texto de um desses interessantes anúncios que nos fica no ouvido e oferece um fiel e caloroso retrato da nossa vida:

 

"Viver é superar obstáculos

Amar o risco, e desfrutar do medo

Viver é perseguir um sonho

Alcançar as metas, e apontar ainda mais longe

Viver é acreditar na magia, morrer por um beijo

Voltar a viver, e repetir tudo de novo

A vida é o seu melhor filme..."

 

publicado por Casmurro às 20:06

21
Set 08

...Para desfrutar arriscando e metaforizando da viagem alucinante que é a vida.

 

Romana Petri diz que “o grande mestre foi Shakespeare com os seus loucos que podiam dizer todas as verdades e desejos escondidos sem o rei os matar"

 

Eu, gosto de pensar que um dia terei orgulho de qualquer façanha pessoal que deixe marca, porque, como dizia a ordem de Filipe Segundo ao arquitecto do Escorial:

 

“Façamos qualquer coisa que o mundo diga de nós que fomos loucos”

 

publicado por Casmurro às 21:54

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