Serve-se um olhar mundano e libertino. Serve-se uma arrogância sonhadora e juvenil. Serve-se uma ironia coerente e um humor valorativo. Serve-se tradição e modernidade. Serve-se na condição humana, Brinda-se com a casmurrice pessoal!

08
Set 08

Apesar de não ser dos géneros literários com o qual tenho maior contacto, às vezes encontro assim do nada um poema que me retém, toca e cativa, como este:

 

Soneto do Cativo

 

Se é sem dúvida Amor esta explosão

de tantas sensações contraditórias;

a sórdida mistura das memórias,

tão longe da verdade e da invenção

 

o espelho deformante; a profusão

de frases insensatas, incensórias;

a cúmplice partilha nas histórias

do que outros dirão ou não dirão

 

se é sem dúvida Amor a cobardia

de buscar nos lençóis a mais sombria

razão de encantamento e de desprezo;

 

não há dúvida, Amor, que te não fujo

e que, por ti, tão cego, surdo e sujo,

tenho vivido eternamente preso!

 

David Mourão Ferreira

 

 

publicado por Casmurro às 19:53

Há muitas coisas que nos cativam. Mesmo que sejam pormenores intensos, que nos cativam ao primeiro contacto, mas que com o passar do tempo nos vão arrefecendo a atracção.

Podemos resumir a vida num grande conjunto de coisas. E este ciclo hermenêutico de a nossa atenção, pensamento, emoção, o que quisermos chamar... estar sempre cativa e retida por algo ou algúem, será sempre sem dúvida parte importante e integrante dessa estrada que é a vida!
Casmurro a 11 de Setembro de 2008 às 10:00

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