Serve-se um olhar mundano e libertino. Serve-se uma arrogância sonhadora e juvenil. Serve-se uma ironia coerente e um humor valorativo. Serve-se tradição e modernidade. Serve-se na condição humana, Brinda-se com a casmurrice pessoal!

07
Fev 07

Engraçado como o rosto da nossa felicidade se nos apresenta em distintas faces, possuidor de inúmeras caras. Mas como optar pelo verdadeiro? Como discernir aquele que nos pisca o olho num determinado momento do outro que nos sorri toda a vida?
A verdade é que, divagava eu, o mesmo acontece com o rosto do amor. Lógico? Coerente? Natural? Consequência? Sim... Toda a nossa experiência pessoal nos leva a pensar que sim, pois como destapar o rosto da felicidade se não vivemos com a face concreta do amor presente na nossa vida, desde logo a da nossa família e a dos nossos amigos?! Por vezes com um rosto próximo, outras distante. Umas vezes ganha face pelo pessoal, noutras pelo físico. Ou detentor de sorte, ora senhor do azar. Dono do prazer, demónio da dor. Ora rosto de encontros, quer dançarino intriguista de extravios. Possuidor de mil faces ...

No fundo, todo esta filosofia melódico dramática, porque, aqui acomodado sossegado escutando as gotas de água a ripostar na minha janela, matutava que paralelamente, a vida, é aquilo que nos vai acontecendo, quando por uma razão ou outra, cegos ou demasiados obcecados pela luz (cegos também?), estamos demasiados ocupados a discorrer "projectos".

Mais simples ainda, iniciei este post, ao considerar duas posturas em nada semelhantes do meu comportamento social: esporadicamente, o verdadeiro rosto da felicidade, parece-me aquele que me trás instalado, acomodado, que me arrasta por casa desenfreadamente consumidor de pequenas coisas materiais que me vão divertindo; noutros momentos, como o que agora vivo, a discrepante face da felicidade, assemelhasse a uma vontade excessiva de não passar tempo sozinho, antes pelo contrário, deixar este conforto de três andares de altura, e passar tanto quanto possível, o maior número de tempo com aqueles que me preenchem, divertem, e partilham.

Qual o mais verdadeiro? Qual o mais forte? Inconciliáveis ou inseparáveis? A única verdade é que, também no meu quotidiano, eu, Miguel Alexandre Nunes Coelho quase a celebrar vinte anitos de vida recheados de alegrias e felicidades, vivo ou me escondo atrás de inúmeros rostos, faces, cada qual característica do seu momento, com as quais uns gostam de con(viver), outros não conhecem, ou outros optaram por não conhecer melhor. Genuína racionalidade humana??


publicado por Casmurro às 19:27

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