Serve-se um olhar mundano e libertino. Serve-se uma arrogância sonhadora e juvenil. Serve-se uma ironia coerente e um humor valorativo. Serve-se tradição e modernidade. Serve-se na condição humana, Brinda-se com a casmurrice pessoal!

10
Set 07

Porque é que, toda a narrativa que, indubitavelmente acaba por se centrar ou abordar o tema do existencialismo humano, tende fatalmente a cair no triste, na desconsolação, e na própria irreversibilidade da vida?

Falta de fé?

A verdade é que, por muito frágil que a minha fé seja, atrevo-me a dizer, por tudo o que já vivi, que ela existe.

Assim, se me sinto privilegiado por acreditar nesta vida de alegria/amor eterno, porque acabo eu também por, na minha narrativa, continuar a cair por vezes no fatalismo infeliz da existência humana?

Pensava:

Acabar uma forte relação pessoal, seja ela amorosa ou afectivamente amigável, é sempre um contratempo para o nosso coração.

Porém, na maioria das vezes, ou vá, em traços gerais, para não entrar em excessivos pormenores, esse corte acontece, ou porque uma das partes já não denota interesse nessa mesma relação, ou porque ambos entendem que a sua relação já não traz qualquer tipo de riqueza para nenhum dos dois.

Maior vicissitude afectiva, é, no entanto, acabar uma relação, mesmo que ainda em processo de explosão, sem ser esse o desejo de nenhuma das duas pessoas envolvidas, simplesmente devido a circunstâncias de vida, que o obrigam, e que assim o ditam… Genuína fatalidade existencial humana?


publicado por Casmurro às 01:01

Post bem escrito, bem estruturado. A existência é e será sempre a eterna questão dos Homens, seja qual for a sua época. A corrente existencialista é, entre outras, uma maneira de explicar o sentido, o significado e a corrente da existência, sabendo, de antemão, que haverá sempre um fim.

O que tu transmites nestas linhas é resultado do absurdo da existência humana...

Um abraço amigo
André Alexandre a 17 de Setembro de 2007 às 00:32

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