Serve-se um olhar mundano e libertino. Serve-se uma arrogância sonhadora e juvenil. Serve-se uma ironia coerente e um humor valorativo. Serve-se tradição e modernidade. Serve-se na condição humana, Brinda-se com a casmurrice pessoal!

22
Fev 07

Sem querer efectuar um artigo muito longo, e principalmente, sem cair na tentação das eternas questões de treinador de bancada, quando esta noite observava e analisava o jogo europeu do Benfica na capital romena, reti alguns pontos que então, com maior entusiasmo, decidi colocar aqui mais tarde.

Assim, depois de um dia em que a minha disposição foi do 8 ao 80 e ao 8 outra vez distintas vezes, passo a expor:

  • Primeiro, e desde que a minha consciência não se centra só no espectáculo futebolístico em si, nos apenas 90 minutos de emoções, mas também em todos os factores que estão inerentes, sub-ligados ou por outro lado bem patentes neste desporto de massas, isto é, de há uns anos para cá, que defendo que, essencialmente, e mais importante do que tudo o resto, o primário era o Benfica manter um (bom, neste caso = a competente) treinador estrangeiro. E isto porquê? Fundamentalmente porque o Benfica enquanto clube de futebol que tem tentado nos últimos tempos deixar raízes organizacionais não facilmente destruídas, precisa de uma personagem que saiba liderar um grupo, e que imponha a toda a hora respeito e motivação aos profissionais. E digam o que disserem, portugueses, apenas um o mostrou conseguir fazer, e empatou ontem a uma bola no dragão.

  • Ponto número dois, o facto de, no seguimento do explicado atrás, penso, embora não reconhecendo estes méritos no nosso treinador actual, que esta época, o principal problema do Sport Lisboa e Benfica, tem sido outro: a táctica! A táctica muito sucintamente porque, não tendo o nosso plantel médios centros que ocupem a posição intermédia do losango do meio campo que saibam ocupar bem as faixas laterais, o Benfica perde imensa capacidade de pensar e construir jogo, já para não falar na ocupação dos espaços dentro do campo.

  • Posto isto, sobressaem dois problemas: a organização táctica e a motivação técnica. A organização táctica porque ao contrário do Porto de Mourinho campeão europeu, Katsoranis e Karagounis, ou outro que tenha vindo a actuar na mesma posição, não estão talhados a flectir do centro do terreno para uma ala, explorando a mesma, ao contrário de Pedro Mendes ou Maniche no exemplo citado. Motivação técnica porque, também esses dois jogadores portugueses não era tecnicamente dotados para explorara um corredor lateral partindo do centro do terreno e prestando preciosa ajuda a Deco, mas, e voltando à mesma tecla, tinham por detrás um treinador que, para além de lhes passar toda a informação de cada jogo, os sabia motivar para a execução técnica da posição.

  • Em quarto lugar, toda esta teoria, porque, como ficou bem patente no jogo desta noite, o Benfica existiu (final da primeira parte, e primeira metade da segunda), enquanto os seus laterais (Léo em especial esta noite) puderam ter espaço e tempo para percorrer o seu corredor, abrindo imediatamente um leque completamente novo de jogadas e espaços possíveis. Se o losango a meio campo funcionar apenas no centro do terreno, é impossível possibilitar uma subida apoiada dos laterais para os mesmo desequilibrarem mais à frente, tornando-se assim imperial o apoio dos médios centros da equipa nas alas, quer a criar situações de superioridade, quer a compensar os próprios laterais.

  • Finalmente, e não entrando noutras discussões decorrentes da actual táctica, como as diferenças de qualidade futebolística ao jogar só com um, ou dois avançados; ou ainda outra bastante importante: a liberdade de circulação de Simão, privando-o muitas vezes da ala, onde pode flectir para o meio e criar situações de perigo, movimentos típicos do jogador, e no qual é, a meu ver, bastante mais aproveitado (lembremo-nos do recentíssimo exemplo do jogo Portugal - Brasil); torna-se mais uma vez imperial para Fernando Santos, seguir o exemplo do Mourinho campeão europeu. Ou seja: atacar o título nacional de uma forma táctica, que admito perfeitamente que seja a actual, o 4-4-2 losango, suficiente a nível interno quando bem explorado; e conquistar a Europa numa diferente abordagem táctico-mental. Mais trabalho? Sim! De maior grau de complexidade? Claro! Mas também sem dúvida muito mais desafiante para um treinador. Ao olhar para o actual plantel do Benfica, não lhe reconheço uma grande diferença de qualidade quando comparado com outras grandes equipas em prova, como Tottenham, Werder Bremem, Newcastle, ou Sevilha, sendo para mim, claro que teoricamente, perfeitamente alcançável a final desta competição. Porém, ficou claro que é preciso atacar a Uefa com outra disposição no terreno, à semelhança do Mourinho campeão europeu porque, recordemos, para o campeonato havia quase sempre um 4-4-2 com MacCarty e Derlei, e para a Champions uma espécie de um 4-3-2-1 com Deco à frente de Costinha, P. Martins e Maniche (com estes dois últimos a flectir para os corredores), mas atrás de Carlos Alberto que jogava nas costas de MacCarthy, como um segundo avançado criativo solto.

Oxalá esteja enganado…


publicado por Casmurro às 23:55

Primeiro q tudo devo dizer q discordo do 1º ponto: ter um treinador português minimamente competente traz grandes vantagens: n tem q começar do zero uma vez q já conhece bem o plantel, e sobretudo, está já adaptado à realidade e às manhas do futebol português. Isto é mais importante do que parece. Grande parte do fracasso do Benfica na época de 2005\2006, deve-se precisamente à dificuldade q o koeman tinha para perceber as especificidades do futebol nacional. Que era bom treinador, n tenho dúvidas(note-se a campanha do Benfica na champions), mas sê-lo na Super Liga Galpenergia Betandwin Emptystadium é outra coisa...

Qto ao aspecto táctico, é verdade q o FSantos tem um certo fetiche plo 4-4-2 losango, mas tb é vdd q ele com extremos n pode jogar, na esquerda mete o Simão e na direita? Manu? Pájo? MFerreira? n me parece, se bem q o gostava de ver experimentar o miccoli na direita, ou o simão na direita e o subvalorizado Miguelito na esquerda. Outra vantagem deste esquema é o facto de, plo menos na teoria, n exigir ao rui costa trabalho defensivo uma vez q tem 3 médios atrás.

Mas claro q é de facto verdade q os médios interiores n tem características de aproveitar as alas(tvz se pudesse tentar meter lá o miguelito...)

Qto a ganhar a Uefa, é possível mas n acredito. Havemos de caír de maneira estúpida algures(mas n me parece q seja contra o Psg)
Bernardo a 24 de Fevereiro de 2007 às 23:41

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